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Não é obrigatório, mas já virou tradição usar branco no ano novo. A preferência pela cor vai muito além dos significados óbvios que sempre vimos por aí, como paz, pureza e renovação. O uso de roupas alvas vem de tradições celtas e africanas de antes de Cristo.

Para os celtas, o ano e a vida eram cíclicos, por isso o ano novo tinha grande importância, pois significava o nascimento do ano novo juntamente com a morte do ano velho. O ano novo celta era comemorado no dia 31 de outubro, até quando o imperador Júlio César fixou o dia 1º de janeiro como o dia de ano novo, em 46 a.C.

Além das influências celtas nas comemorações do ano novo, temos grande influência de tradições africanas. O uso do branco como cor do ano novo se difundiu a partir da tradição dos escravos do Brasil Colônia e do Império. O uso da cor representava renovação, paz e serenidade.

Juntamente com o uso de roupas brancas, o ato de pular sete ondas também vem dos africanos que seguiam o Candomblé, sete é um número considerado sagrado por essas religiões. Assim, pular sete ondas é invocar os poderes de Iemanjá. Com o ritual, a Rainha do Mar estaria limpando a aura e o corpo de seus filhos, além de renovar as suas energias, dando-lhes força para vencer os obstáculos do ano vindouro.

Já tradições como comer determinados alimentos e evitar outros faz parte do rito de passagem de ano dos brasileiros, influenciados pelos imigrantes italianos que vieram para o Brasil. Dos portugueses veio a tradição de se comer uvas e romã e dos árabes a de comer nozes e avelãs.

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