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O dia 5 da SPFW teve cinco desfiles abrilhantando as passarelas: Gloria Coelho, que trouxe seu estilo já consagrado com toques diferenciados; Maria Bonita, que apostou nos tons terrosos e inspirou a coleção de outono/inverno para o norte do Brasil; Raquel Davidowivcz, da UMA, que levou à passarela o DNA da marca, um minimalismo levemente esportivo e com pegada confortável; João Pimenta, que buscou elementos do século XIX para montar a coleção; e Lino Villaventura, que trouxe os tecidos nobres tão conhecidos de sua marca.

Gloria Coelho abriu o dia mostrando seus looks já consagrados, com ombros marcados e arredondados, peças soltas e trabalhos em couro. A coleção, porém, teve toques mais femininos e leves, uma nova proposta da estilista. A paleta de cores foi baseada nos neutros gelo, camelo, branco, bege, off-white e preto, que ganharam pontos de luz com forros coloridos. As maiores tendências da estação também tiveram lugar na coleção de Gloria: as transparências e misturas de tecidos figuraram lá.

Danielle Jensen trouxe a coleção da Maria Bonita diretamente do norte do Brasil. As peças tinham formas retas e a paleta de cores foi baseada em tons terrosos, que destacaram a mistura de materiais – olha ela aí, mais uma vez! O destaque da coleção fica por conta dos acessórios: chapéus de fibras trançadas, bolsas com formatos inusitados e sapatos com cara de masculinos dominaram o inverno da marca.

A coleção minimal esportiva, com toques de androginia e muita alfaiataria mostraram o DNA da UMA por Raquel Davidowivcz, após dois anos fora da SPFW. A estilista levou à passarela peças confortáveis, como vestidos soltos e cardigans de tricô. O couro falso foi destaque entre os materiais utilizados, assim como o microsuede, uma camurça muito fina. Interessante da parte da marca mostrar “mulheres normais” desfilando as roupas: a artista Vera Salas, a executiva Cris Huntel, a diretora Denise Stoklos e a apresentadora e DJ Lara Gerin foram convidadas por Raquel.

João Pimenta baseou-se em referências não muito comuns no mundo da moda: o movimento literário steampunk, subgênero da ficção científica que resgata elementos do século 19. As peças traziam misturas de diversos fios como viscose, seda, algodão e poliamida, que fizeram dos looks antigos e ao elegantes ao mesmo tempo. O século XIX ficou expresso nas caudas, golas, saias e volumes na cintura, que ganharam o perfume punk pelos tons escuros.

O volume apareceu mais uma vez na passarela com a coleção de Lino Villaventura. O destaque fica por conta dos tecidos nobres e das silhuetas difusas que o estilista cria a cada estação, fugindo das tendências. Vestidos longos bordados dividiram espaço com os cocktail dresses de veludo e tule.

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