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*Post escrito por Helô

Nove em cada dez mulheres são viciadas em cosméticos, um vício que vem de muito mais tempo do que nós, meras mortais, possamos imaginar. Os primeiros registros do uso da maquiagem vêm do Antigo Egito, onde apenas uma pequena elite podia pintar os olhos com pigmentos pretos para poderem olhar para o Deus Rá. Além dos olhos, os Faraós também podiam usar perucas coloridas para distinção.

Na mesma época, teve início a obsessão por uma pele clara, iniciada por Cleópatra e seus famosos banhos de leite. A Rainha do Nilo também cobria o rosto com argila e pó de khol para aparentar ter a pele mais clara. Já no Império Romano, as mulheres utilizavam banhos de leite de jumenta e um tipo de máscara noturna produzida com farinha de favas e miolo de pão para clarear e hidratar a pele.

Liz Taylor na pele de Cleópatra, no filme de mesmo nome de 1963

Em 150 a.C., o físico Galeno criou o primeiro creme facial do mundo, misturando água, cera de abelha e óleo de oliva. Nascia aí o que chamamos hoje de base facial. Porém, já naquela época, havia reprovação da parte masculina quando se tratava de cosméticos, chegando, até mesmo, a ser feita a devolução de esposas por causa da falsa imagem de sua suposta amada. O Rei Henrique VIII chegou a cancelar um casamento, pois alegou ser “enganado pela maquiagem de sua prometida”.

A igreja católica também era radicalmente contra qualquer tipo de cosmético, chegando a considerá-lo um pecado tão grave quanto a bruxaria. Mesmo com a rígida postura da igreja, os séculos se passaram e as “pomadas” coloridas se tornaram mais acessíveis e seguras. Ainda no século XVI, a popularidade dos cosméticos aumentou, ironicamente, junto com a despreocupação com a higiene.

Já no século XIX, a França tomou seu lugar como importadora de luxo e sofisticação, e isso pediu mudanças drásticas nas fábricas de cosméticos. Mesmo assim, somente no século XX que os cosméticos se tornam produtos de uso geral. Em 1921, Paris foi palco de uma verdadeira revolução na história do batom: foi a primeira vez que um produto desta categoria foi embalado num tubo e vendido em cartucho. A partir daí, a indústria cosmética só cresceu e chegou ao patamar dos dias de hoje.

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