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Se você mora no Brasil, essa época do ano é fatídica. O melhor feriado para alguns e, para outros, um pesadelo de quatro dias. Confesso não gostar muito do Carnaval, mas é impossível fugir da folia durante o feriado, não importa se você mora em São Paulo ou no Amazonas, sempre vai ter trio elétrico, escola de samba ou hit chiclete tocando a toda hora no rádio… Mas, para quem não sabe, o Carnaval é muito mais do que purpurina e samba-enredo.

Celebrado desde 600 a.C. pelos Gregos em agradecimento aos deuses, o Carnaval não tinha nome mas acontecia uma vez ao ano e eram realizados cultos em agradecimento pela boa colheita, fertilidade do solo e boa produção. Mais de mil anos depois do início das festividades, a Igreja Católica adotou a festa que tinha (e tem até hoje) a data de comemoração regida pelo ano lunar.

Fantasias usadas no Carnaval de Veneza

O período de festividades era marcado pelo Adeus à Carne ou Carne vale em latim, termo que deu origem ao nome Carnaval. Durante os três dias de festa havia grandes celebrações, principalmente durante a terça-feira, que ficou conhecida como terça-feira gorda ou Mardi Gras. Esse período era celebrado grandiosamente a partir do século XI, onde comia-se e bebia-se a exaustão pois, após a terça-feira gorda, iniciava-se a quaresma, período de resguardo católico.

Os bailes de máscaras iniciaram-se na época do Renascimento, inicialmente na Itália, na cidade de Veneza, onde a nobreza promovia tais bailes onde a graça estava em não ser descoberto até determinado momento quando eram retiradas todas as máscaras. Os bailes eram o grande divertimento de reis e rainhas, pois podiam sair e participar de festas sem ter sua identidade descoberta.

O Carnaval moderno iniciou-se na era vitoriana, no início do século XIX, tendo Paris como pioneira nesse tipo de festa.  Nessa época já haviam desfiles de fantasias e carros alegóricos competindo entre si nos quesitos beleza, originalidade e ornamentos. Cidades como Rio de Janeiro, Nice e Nova Orleans copiaram o estilo do Carnaval de Paris, comemorado de maneira semelhante até hoje.