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O que eles pensam do mês de março vai ao ar, excepcionalmente, dia 1º de abril e com um modelo um pouco diferente. Ao invés de termos nossos colaboradores fixos, a cada mês quatro novos e gentis cavalheiros irão responder o que pensam das tendências do mundo da moda. Conheçam quem vai falar sobre uma de nossas maiores paixões – os sapatos – sem papas na língua:

Daniel Coutinho – De São Leopoldo/RS, tem 27 anos e é formado em Publicidade e Propaganda. Trabalha como fotógrafo e é sócio do Ampli Studio e da Ampli Produtora. Músico e DJ nas horas vagas.

Roberto Coutinho – Irmão do Daniel Coutinho (acima), Roberto também é de São Leopoldo e tem 29 anos. Atua como Engenheiro de Som na Ampli Studio.

Ulisses Costa – De São Leopoldo, Ulisses tem 34 anos e é formado em Produção Cinematográfica. Hoje é realizador audiovisual e professor – um dos favoritos entre os alunos.

Victor Hugo Fiuza – Da cidade maravilhosa, Victor tem 21 anos não gosta de se caracterizar, o que importa é que estuda cinema e trabalha com o que ama.

Vamos lá?

Peep Toe – um modelo atemporal. Volta e meia ele ressurge com tudo na moda. Se caracteriza por mostrar discretamente a pontinha dos dedos na parte da frente do sapato.

  • Dani: Salto alto valoriza muito uma mulher, mas para isso tem que saber andar de salto. O Peep Toe é um calçado elegante. Podendo revelar muito do estilo da mulher que usa. Alguns mais básicos, outros mais ornamentados, ou estampas vibrantes. Vale lembrar que as vezes o menos é mais.
  • Roberto: É um modelo sexy e versátil. Combina com vários estilos, desde algo mais sóbrio e recatado, passando pelo retrô, até um look femme fatale, com vestidos colados ou corselets. Os modelos com meia pata são sensuais, alongando as pernas e deixando o andar elegante (para quem sabe usar um salto obviamente).
  • Ulisses: Me convidaram para falar de moda? Piraram? Jurava que era um convite para tomar uma cerveja… Tá bom, tá bom. Bem, não sabia que esse tipo de sapato tinha um nome específico, mas ele é classudo pra caramba. É uma daquelas peças que a mulher coloca e imediatamente fica ainda mais deusa.
  • Victor: Nunca ia imaginar que, com esse nome tão ”irreverente”, um peep toe seria justamente esse sapato mais ”onipotente”. Realmente agrega uma ideia de poder à mulher, mas um tipo de poder que, eu acho, parece mais ”controlado”; mais ”exato”. Não à toa, é mais usado por mulheres do mundo empresarial e dos negócios, ou em ocasiões mais formais. Fora desse último contexto, não me atrai muito a atenção.

Rasteira – sempre utilizada no verão, é uma espécie de chinelo mais ajeitadinho. Caracteriza-se pela ausência de salto, ela é rente ao chão.

  • Dani: Excelente escolha para um visual mais despojado com ar de verão. Ao meu ver os pés revelam muito do cuidado que a mulher tem com ela. Pés bem cuidados são sempre admirados, e a rasteira mostra muito a delicadeza e sensualidade que chama a atenção de qualquer homem
  • Roberto: É um tipo que não me chama muito a atenção. Mas fica legal num visual mais despojado, combinado com um vestido floral ou uma calça de algodão e um top de alcinha.
  • Ulisses: O que eu acho mais legal das rasteirinhas é que elas ressaltam o sex appeal natural dos pés femininos. Homens são apaixonados por este despojamento gracioso que o uso de uma rasteira realça nas gurias.
  • Victor: Esse eu gosto. Acaba dando um ar de simplicidade, independente das outras peças de roupa, além de um certo conforto consigo, que eu penso valorizar a personalidade da mulher e uma certa independência dela, diferente de um peep toe, por exemplo, já que no caso da rasteira, ao meu ver, tem mais a ver com a independência de se deslocar fisicamente pelo espaço, seja ele urbano ou não.

Sapatilha – inspirada nas sapatilhas de ballet, o sapato é baixo, assim como a rasteira, mas fechado e com a ponta arredondada.

  • Dani: Um calçado elegante e discreto. Bom para mulheres magras e em geral altas. Mas para se destacar usando sapatilha é necessário ter um belo estilo que se justifique.
  • Roberto: Acredito que depois do scarpin ou da sandália, é o calçado feminino com mais variações. Tem que saber combinar o modelo com o look. Pessoalmente não acho que combinem com calças. Mas com um vestido cai bem! Os mais enfeitados ficam interessantes com uma meia-calça.
  • Ulisses: Têm certeza que não tem cerveja mesmo?… Ok, ok, ok: esse é o tipo de calçado perigoso, porque ele só fica bem em mulheres com muita elegância. Não é que nem o peep toe, que já dá essa classe. A sapatilha precisa de predicativos para ser usada.
  • Victor: Eu gosto desse ar mais doce e angelical que ela tem, mas eu tenho visto tantas mulheres usando sapatilhas agora que confesso estar ficando já meio enjoado desse tipo de sapato.

Spadrille – spadrille ou alpargatas são aqueles modelos de calçados feitos com espartos – planta que lembra a palha – trançados na parte da sola.

  • Dani: Depende muito do modelo de calçado e da mulher que usa. Os spadrilles baixos não são atraentes e, às vezes, podem dar um ar desleixado ou não feminino. Já com salto, com fitas para amarrar no tornozelo, podem cair muito bem dependendo da roupa em que estiver usando, e deixar a mulher muito atraente.
  • Roberto: Este é um terreno pantanoso. Sapatos mais rústicos são difíceis de comporem looks legais. Os únicos que me agradam são spadrilles com salto anabela e tiras de amarrar no tornozelo em combinações bem específicas de roupas sem estampa.
  • Ulisses: Confesso que não entendi bem a moral deste calçado… É ter uma plataforma enorme, é isso, produção? Se for, o conselho é: gurias, parem de tentar ter um metro e oitenta de altura. Vocês são lindas em qualquer altura. Mas algo me diz que não é isso. Viu? Deviam ter me chamado pra uma cerveja…
  • Victor: Acho que é um tipo de sapato que tem modelos mais imprevisíveis, então depende muito do tipo de spadrille, eu acho, assim como de que forma o salto é valorizado, se for o caso.

Tênis – o bom e velho tênis. Alguns homens acham que é oposto à feminilidade da mulher, enquanto outros não dispensam uma mulher usando um clássico Converse.

  • Dani: Tênis esportivo, tipo Nike Shox, fica muito bem para exercícios físicos, com roupa de academia. Já um All Star é aquele “coringão”, tem sempre seu valor. É um tênis simples mas que ganha seu charme pelo estilo da mulher. Tênis nada atraentes são aqueles com muito brilho. Extremamente bregas.
  • Roberto: Apesar de não serem calçados muito estilosos, os tênis tem seu valor! Um All Star sempre cai bem, seja no básico “blusa e calça jeans” ou num look mais punk/rock/alternativo/contemporâneo. Já os modelos de ginástica ficam bacanas com legging ou corsário em suplex.
  • Ulisses: Essa de “alguns homens” não gostam de tênis por ser “masculino” é bobagem. Senão, vocês não poderiam usar calças jeans também, né? Perguntem para os caras que têm namorada se eles não preferem sair cotianamente com elas usando tênis, para poder caminhar livremente. E tem o seu quê sexy, podem ter certeza.
  • Victor: Eu gosto. Mas acho que tênis ficou resumindo à ”All Star”, o que não sei se é um problema. Acabado dando um ar mais casual, independente das outras peças e da ocasião, o que eu costumo gostar.
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