Tags

, , , , , , , ,

O quinto dia de SPFW teve início às 11h30min desta sexta-feira, 15, com um dos melhores desfiles da temporada: Reinaldo Lourenço. O paulista de Presidente Prudente se inspirou na marca italiana Riva – referência em lanchas de luxo. Os elementos da coleção nos remetiam a barcos esportivos: o marrom da madeira e os bicos finos, que faziam, respectivamente, referência aos decks e à proa. A coleção contou também com muito azul, tangerina e mostarda (cores solares). A jovialidade dos anos 60 também esteve presente em maxicoats, golas pólo e conjuntinhos.

Reinaldo Lourenço

Em seguida foi a vez de R. Rosner mostrar à que veio. Em seu segundo SPFW, Rodrigo Rosner se inspirou na Hungria do século XIX e mostrou muitos tecidos esvoaçantes. A renda apareceu em diversos momentos, mostrando que era a principal estrela da coleção. Plumas, cristais e canutilhos garantiram a elegância da coleção que davam um movimento sensual e feminino ao andar das modelos.

R. Rosner

No final da tarde, quando Gloria Coelho apresentou sua coleção, podemos observar uma forte presença tecnológica, inspirada na física quântica e no ano de 2035. O couro ganhou destaque no desfile da estilista mineira e, uma das marcas registradas de Gloria, os shapes arredondados, apareceram em peças com aspecto plastificado. O código binário (uma espécie de abertura do filme Matrix, mas que utiliza somente os números 1 e 0) surgiu como estampa futurista, enquanto as saias evasês e cristais Swarovski deram um ar de feminilidade.

Gloria Coelho

A coleção masculina de Alexandre Herchcovitch foi bastante polêmica: jornais espalhados pela passarela carregavam em, letras garrafais, a manchete: “Japão declara Guerra aos Estados Unidos e Inglaterra”. Inspirado na Segunda Guerra Mundial e nas batalhas entre norte-americanos e japoneses, o paulista apostou no militarismo. Estampas divertidas com desenhos de guerra foram o ponto alto do desfile. Ao contrário do que muitos esperavam, o tema perdeu sua sisudez para ganhar vida com cores e padronagens diferentes. Para o delírio das fãs, o ator Cauã Reymond encerrou o desfile.

Alexandre Herchcovitch

O querido Vitorino Campos, que eu tive o prazer de conhecer pessoalmente, teve sua estreia nesta edição do SPFW. Com a coleção batizada de “Não tradução”, o baiano criou óculos que traziam a ideia de fechar os olhos e olhar para dentro, com a possibilidade de enxergarmos coisas mais profundas. O minimalismo esteve presente na coleção que teve a primeira parte apresentada ao público toda em P&B. Vitorino mostrou a mulher aos extremos: feminilidade à flor da pele e rigidez da mulher brasileira.

Vitorino Campos

Para encerrar a noite, Lino Villaventura preencheu a passarela com o tema “Vida”, levando modelos mascaradas e performáticas em vestidos bastante sensuais. Parte do desfile veio cheio de recortes e área vazadas em formas geométricas. Enquanto outra parte mostrou a sensualidade da coleção.

Lino Villaventura

Anúncios